Um novo conceito de moradia com compartilhamento

As semelhanças entre co-living e república podem, à princípio, confundir quem está em busca de uma opção compartilhada para morar, mas existem diferenças que pesam na decisão final

co-living

Os projetos de co-living começam a aparecer no Brasil. Em meados de julho, será entregue em São Paulo, na Vila Olímpia, o projeto Kasa, da incorporadora Gamaro, que trará 243 apartamentos com cerca de 30m2 prontos para locação e com áreas comuns pensadas para o compartilhamento, à exemplo do que acontece hoje com os já habituais co-workings. Entretanto, como essa ideia se difere do modelo de república, comum enquanto moradia estudantil?

Ambos os modelos têm como principio a divisão de espaço e a convivência, seja com pessoas do seu círculo social ou não, que passam a viver em um mesmo local e trocar ideias, experiências e até os momentos de lazer. Entretanto, apesar da semelhança inicial, há uma série de fatores que os diferenciam. Confira abaixo alguns desses aspectos listados com o auxílio da diretora de propriedades da Gamaro, Cecília Rodrigues Maia.

Privacidade e liberdade, apesar do compartilhamento – Nas repúblicas o formato mais comum é a divisão de uma casa ou um apartamento com grandes dimensões, para que seja fracionado em quartos. Cada um dos moradores recebe o direito de ter um quarto privativo (ou compartilhado com um ou mais colegas, por exemplo) e todo o restante da moradia torna-se comum, o que significa dizer que banheiro, sala, cozinha e lavanderia, por exemplo, são utilizados por todos.

Já no caso do co-living, a privacidade e a liberdade são maiores. Os apartamentos contam com um espaço reduzido que reúne quarto, sala e banheiro de forma integrada. Dessa maneira, os moradores possuem maior autonomia para escolher os momentos que querem dividir com os vizinhos e os que preferem estar reclusos na sua própria casa, assim como quem recebe em sua unidade e como aproveitam juntos tudo o que o seu lar oferece.

Só entrar e morar, sem preocupações com a divisão de despesas e com mobília – A contabilidade das contas recorrentes de uma república, como aluguel, água, luz, internet e comodidades como serviço de limpeza e segurança são repartidas de acordo com o acordo entre os moradores: há grupos que optam por fazer uma divisão igual para todos e outros que escolhem ter frações diferentes de pagamento de acordo com a área de dormitório locada. Já a mobília é responsabilidade de cada um.

Quando fazemos o recorte para o co-living, todas essas questões são simplificadas. Assim como em um co-working, em que as empresas pagam um valor fixo de aluguel e de condomínio para se instalarem em salas já mobiliadas e com toda infraestrutura, no caso do compartilhamento de moradia o raciocínio funciona da mesma forma. Quem aluga uma unidade no Kasa, por exemplo, precisa apenas levar suas roupas e itens pessoais, já que todas as unidades são equipadas com cama, armários, TV, sofá, uma pequena cozinha com geladeira, microondas, fogão de duas bocas, pia e mesinha para refeições e até uma varanda. Todas as cobranças são acordadas em contrato com a administradora do condomínio e, dessa forma, não há desentendimentos entre os vizinhos em função de assuntos administrativos.

Facilidade em serviços – As repúblicas foram constituídas originalmente com uma ideia inicial focada em cumprir um papel de dormitório e, por isso, as moradias não contam com grandes facilidades reunidas no mesmo local. Em grande parte, elas são opção para quem se muda para estudar ou trabalhar em outra cidade e, como consequência, o tempo que se passa em casa é curto.

Em contrapartida, o co-living nasce para atender a um novo perfil de consumidor mais predispostos a experimentar novas formas de interação entre espaços e pessoas, mesmo que desconhecidas, em torno de interesses comuns e afinidades, o que os incentiva a um modo de vida mais nômade e os repele a comprar um imóvel e precisar ficar instalado em um único lugar por muitos anos. Ou seja, não é algo transitório, mas também não é um endereço eterno!

Para completar, o conceito é ainda mais valioso pela possibilidade de trazer para o mesmo espaço as outras atividades do dia. O co-living é mais do que morar em um pequeno apartamento e compartilhar, por exemplo, a lavanderia. Em alguns projetos brasileiros já vemos a adoção da tendência na sua essência, com a disponibilidade de salas de co-working que dispõe de escritórios completos com todos os recursos para que os moradores possam fazer home office e receber visitas; de espaço de convivência, que é destinado para o público interno e seus convidados; além de áreas de lazer e bem estar, como academia, restaurante e café, que também podem ser aberto ao público externo dependendo do empreendimento.

“As moradias compartilhadas, como as repúblicas, são, em sua maioria, opção para um público de jovens estudantes que precisam estar mais próximos do local de estudos ou trabalho e que não se importam a fundo com questões de comodidades adicionais. Ou então, para quem está dando os primeiros passos no trabalho e ainda não tem fundos suficientes para assumir sozinho todos os gastos de uma casa. Já o co-living atende de forma mais assertiva as pessoas que vivem sozinhas, que gostam da ideia de poder se mudar conforme as novas oportunidades de vida, mas, ao mesmo tempo, valorizam a privacidade e o conforto do lar. Ele também é viável para os que precisam de um local para uma temporada curta em outra cidade ou região por encontrar nesse tipo de moradia um valor mais atraente do que um hotel, com todas as facilidades e ainda uma cozinha privativa”, diz a diretora de propriedades da Gamaro, Cecília Rodrigues Maia.

Serviço:
Gamaro
(11) 3847-3588
http://www.gamaro.com.br



 

 

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